Candidatos à presidência expõem projetos para a construção civil

Cinco candidatos à Presidência da República participaram nesta segunda-feira (6), em Brasília, do evento “O futuro do Brasil na visão dos presidenciáveis 2018”, realizado pela Coalizão pela Construção, formada por 26 entidades representativas da indústria da construção. O evento tinha o objetivo de ouvir as propostas dos presidenciáveis para a recuperação da economia brasileira, especialmente no setor da construção civil.

Estiveram presentes no encontro os candidatos Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB), na parte da manhã, além de Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB), na parte da tarde.

À Agência Brasil, a organização do evento informou que o convite foi feito aos candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos, além do candidato do MDB, Henrique Meirelles, pela representatividade do partido. Citando problemas de agenda, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, não compareceu ao evento. O Partido dos Trabalhadores (PT) não foi convidado, já que o candidato da legenda, Luiz Inácio Lula da Silva, está preso em Curitiba (PR).

Marina Silva

A candidata da Rede Sustentabilidade destacou que, para recuperar o setor, pretende ampliar o investimento em infraestrutura, passando dos atuais 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para, pelo menos, 4% do PIB. Segundo ela, a universalização do saneamento básico é uma das principais metas de seu governo. A candidata falou, ainda, que irá reforçar os mecanismos de licenciamento ambiental para trazer agilidade às obras.

Geraldo Alckmin

O candidato do PSDB à presidência defendeu o uso de todos os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em projetos de moradia, mobilidade e infraestrutura. O presidenciável destacou que, caso eleito, destinará a projetos de redes de água e tratamento de esgoto o valor arrecadado pelo Governo Federal das empresas de saneamento com a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Pasep. Informou, ainda, que pretende atuar para concluir as obras paralisadas pelo País.

Álvaro Dias

O candidato do Podemos afirmou que, para se tornar mais atrativo a investimentos, o Brasil precisa retomar sua credibilidade, melhorar seu ambiente de negócios e reduzir suas taxas de juros. Ele defendeu o aperfeiçoamento do Programa Minha CasaMinha Vida com obras de maior qualidade técnica, prevendo postos de saúde e escolas próximas às residências.

Ciro Gomes

Candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro afirmou que o “único setor com capacidade imediata de produzir empregos” é o da construção. Caso eleito, pretende criar dois milhões de empregos no primeiro ano. Segundo o candidato, a construção civil é o setor da economia capaz de gerar vagas mais rapidamente. “Você tem hoje uma montanha de dinheiro de exigibilidade do FGTS que estão estocados na especulação financeira por incapacidade na formulação de projetos e excessiva burocracia da União”, declarou.

Henrique Meirelles

Último presidenciável a participar do evento, o candidato pelo MDB apresentou proposta para a conclusão de obras paralisadas. Segundo ele, a estratégia demandaria R$ 80 bilhões e os recursos viriam de diversas fontes, entre elas a reforma da Previdência. O candidato prometeu também que, se eleito, manterá programas de concessão à iniciativa privada no setor de infraestrutura.

Fonte: Portal AECweb

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